20/12/07
Obsessão
Quando me desespero, acalmo-me
(Lembro que tenho você).
Quando me destempero, alucino-me e entrego
(Eu ainda tenho você).
Suo frio. Nada responde, tudo se esconde
(Ainda tenho você).
Mazelas aquelas não somem, meu peito corrói-se.
Nem pragas nem bênçãos, só o que tenho é você.
Quando as forças eu perco, e o mundo não roda… droga!
(Ainda tenho você).
De tudo eu já me esqueço - me esqueço de quê?
Ah, de você não me esqueço
(Sempre tive você).
Quando cá cego estou, e ninguém me vê… pode crer!
Ainda tenho você.
Como se andasse sozinho, e nos ouvidos você
(Sempre ouvindo você).
Minha trilha, guia, moradia,
onde me faço viver.
Como a divisa da vida: sem e depois de você.
Sempre que choro é saudade,
e quando eu rio é você.
Quando não rio também…
E quando não como também…
Quando não durmo…
Não penso…
Respiro.
De todas as paixões é a maior.
De todas as dores, minha menor
Sente?
Amor desses que a gente só encontra uma vez.
É minha única…
Música.
Bruno Galhardo. 20 de dezembro de 2007
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