23/10/08
Amor do Não-Amar
Â
Gosto do amor como respeito,
desonerado das obrigações.
Amor do não-amar,
do companheirismo rotineiro,
do quase inexistente amor.
Â
Não dos presentes e datadas decorebas,
nem do ciúmes e dispensáveis ligações.
E sim do dividendo que aprendi
na calada admirar.
Â
Que me chame pelo nome,
mas mantenha-se fiel ao pacto dos homens -
deferência mutualista.
Que me diga, mesmo com os olhos marejados,
que não gostou, que não concorda,
mas que me diga…
me conte
o que no peito esconde.
Â
E é por isso que suplico,
expectando que releve
e aceite o rebuliço
destas palavras ensaiadas
na tentativa de homenagem,
pela falta de piano.
Â
Te amo.
Â
Â
Bruno Galhardo. 23 de outubro de 2008
criado por Bruno
2:05 — Arquivado em: 
